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Curso EaD gratuito

 

Equalizador — Um Bicho de Muitas Cabeças

 

http://www.audionasigrejas.org/equalizador-%e2%80%94-um-bicho-de-muitas-cabecas-i/


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http://www.audionasigrejas.org/equalizacao-e-retorno-%e2%80%93-uma-relacao-saudavel-iv/

Treinar, ou não treinar? Eis a questão!

Há 15 anos, quando comecei a trabalhar com áudio numa igreja evangélica, no Rio de Janeiro, o que conhecia do assunto era exatamente nada. Era um estudante de engenharia que conhecia alguma coisa de eletrônica e nada mais.

Naquela época não havia a farta literatura e revistas técnicas que encontramos hoje, e estudar o assunto, mesmo que por conta própria, era muito difícil. Sendo assim, o treinamento e a especialização, eram privilégio de alguns.

Hoje, a situação que se apresenta é completamente diversa daquela que encontrei quando comecei. Existem, em diversos pontos do país, notadamente no eixo Rio-São Paulo, empresas e profissionais competentes que oferecem seus serviços para treinar e equipar aqueles que se dispuserem a aprender com know-how (conhecer-como) de última geração.

O principal problema que enfrentamos em nossas igrejas reside no fato de que as técnicas para o emprego do Áudio evoluíram, mas nós, enquanto grandes usuários dessa ciência, ainda a encaramos como um mero detalhe nos nossos processos litúrgicos.

Em geral nossos templos são projetados levando-se em consideração os aspectos estéticos. São raros aqueles onde se nota uma preocupação com a acústica, ou com a inteligibilidade da mensagem musical ou da Palavra.

A preocupação é menor ainda quando se trata de oferecer capacitação técnica àqueles que são responsáveis por manter e operar o sistema de reforço sonoro, que deve oferecer boas condições de inteligibilidade à transmissão dessas mensagens.

Freqüentemente os operadores de som (ou sonoplastas) são lembrados quando ocorre algum problema durante o culto ou programa especial. Todos olham em sua direção com expressões de recriminação em seus rostos como a dizer: “o que esse rapaz pensa que está fazendo?”, ou ainda, “se eu estivesse lá, isso não aconteceria”.

O fato é que, em grande parte dos casos, “esse rapaz” para quem todos olham de forma condenatória, está ali sem qualquer tipo de orientação ou, em muitos casos, sem conhecimento do equipamento que tem em suas mãos para operar.

Precisamos nos lembrar que o som produzido em nossas igrejas, seja ele falado ou musicado, é o principal meio de comunicação do Evangelho e por isso deve ser tratado com a importância que lhe é devida.

Há inúmeras vantagens em possuir, nas nossas igrejas, equipes de operadores de som bem treinadas. Gostaria de enumerar algumas:

1. Redução dos Riscos de Defeitos

A primeira vantagem de possuir uma equipe treinada é a redução dos riscos de ocorrência de defeitos no sistema de som.

Em vários trabalhos de consultoria desenvolvidos junto às igrejas, tenho notado que boa parte dos problemas encontrados nos equipamentos de áudio são causados pelos operadores.

O mais comum está relacionado ao casamento de impedâncias entre o amplificador e as caixas acústicas. O problema seria facilmente evitado se o operador tivesse passado por algum tipo de treinamento onde veria, com toda a certeza, como fazer para casar as impedâncias do amplificador com seus sonofletores.

Um operador treinado sabe como dimensionar a bitola de seus cabos em relação às distâncias envolvidas no seu sistema de reforço sonoro, sabe que tipo de cabo utilizar para conectar seus vários equipamentos, etc.

São cuidados, dentre outros, que prolongam a vida útil do sistema e que certamente redundam em economia de gastos da igreja com técnicos de eletrônica ou com a aquisição de novos aparelhos.

2. Orientação para Aquisição de Novos Equipamentos

Outra vantagem do sonoplasta capacitado se apresenta quando há necessidade da substituição de algum dos equipamentos existentes, ou do redimensionamento do sistema como um todo. Supondo que haja uma consultoria externa, o técnico de som é capaz de julgar a eficácia das propostas do consultor, avaliar o trabalho que está sendo desenvolvido, aconselhar a liderança da igreja nos procedimentos a serem adotados, sempre levando em consideração a relação custo-benefício.

Nos últimos dez meses venho prestando assessoria a uma igreja evangélica em Vitória, onde o responsável pela sonoplastia é um técnico bastante competente e treinado. Em função disso, estabeleceu-se uma comunicação eficiente e proveitosa. Ele, com os conhecimentos adquiridos no treinamento e baseado em sua experiência, sabe traduzir com eficiência as necessidades da igreja e avaliar com segurança a qualidade da consultoria que lhe está sendo oferecida.

3. Qualidade na Reprodução Sonora

Por fim, uma outra vantagem de se possuir uma equipe treinada é a qualidade da reprodução sonora na igreja.

No trabalho desenvolvido junto às igrejas capixabas, tenho observado que as principais reclamações das assistências são: volume muito alto, falta de inteligibilidade do que é dito ou cantado, som agudo demais, etc… e a lista não tem fim.

Na verdade, a maior parte desses problemas listados são conseqüência da inabilidade do operador em aproveitar os recursos dos equipamentos disponíveis em suas mãos.

Com o treinamento, o operador torna-se capacitado a utilizar todos os meios que, por exemplo, as mesas de som e os equalizadores oferecem para que a qualidade do som que trafega em seus circuitos seja a máxima possível.

 

David Fernandes
Tecnólogo em Telecomunicações e Consultor de Áudio
Membro da AES
audiocon.mail@uol.com.br

 


http://www.audionasigrejas.org/treinar-ou-nao-treinar-eis-a-questao/

Microfones: Amigos ou Inimigos?

 

O microfone está para um sistema de sonorização assim como o ouvido está para o corpo humano. Ele é o responsável por captar a onda sonora e transformá-la em algo que os equipamentos eletrônicos (amplificadores, mesas, etc.) possam entender e usar. O microfone comporta-se exatamente como o ouvido humano quando este capta as ondas sonoras e as transforma em sinais elétricos para que o cérebro as entenda e processe.

http://www.audionasigrejas.org/microfones-amigos-ou-inimigos/

 

Amplificador: O Coração do Sistema de Som

 

Introdução

É isso aí. O amplificador é o coração de um sistema de sonorização porque é responsável por distribuir energia às caixas acústicas. Os equipamentos de áudio trabalham internamente com baixos níveis de corrente e tensão no processamento do sinal (da ordem de milivolts e miliampères), que não são suficientes para excitar um sistema de alto-falantes ou caixas acústicas. A reprodução sonora por meio de um sistema de caixas acústicas exige maior potência e é aí que entram os amplificadores, que recebem sinais de outros equipamentos tais como consoles de mixagem, equalizadores, crossovers etc, e os transforma em sinal capaz de estimular os circuitos do alto-falante

 

http://www.audionasigrejas.org/amplificador-o-coracao-do-sistema-de-som/

 

Dirigir do Porta-Malas

 

Olá, vamos falar sobre algo bem comum e que, por experiência própria, sei que incomoda muita gente.

Quantas vezes você teve que operar o áudio de traz do P.A., salvo quando está na mesa de monitor?

Saí a expressão dirigir do porta-malas, pois fica complicado você ter que mixar de trás do P.A., o próprio.

1.    Quando você está bem atrás das caixas vai perceber os graves sobressaindo. Então, intuitivamente, você vai abaixar os graves, pois eles vão te incomodar.

2.    Os músicos estarão no palco pedindo tudo muito alto (como de costume) e toda a sua referência será do palco.

3.    Você sempre vai acabar em um som sem SPL e com muita reclamação de que ninguém está ouvindo a voz dos cantores, que a percussão está alta…

4.    O contato direto com os músicos facilita e acaba obrigando a um compromisso maior com os músicos e não com o público.

 

O que deve ser feito?

 

1.    Se tiver disponibilidade chegue sempre antes dos músicos para que ter noção do que é realidade e o que que é pilha dos tais.

2.    Procure que todos monitores estejam numa resposta plana, sem excessos de graves, pois há uma soma com os que vêem do P.A. Isso vai te incomodar menos na mixagem, pois as freqüências de 250 a 500Hz começam a flutuar no palco porque  às vezes tem um violão no chão com o volume aberto, ou o músico deixa o microfone no chão e você não acha o bendito, daí começa a cortar todas as freqüências nos equalizadores gráficos das vias afetando, assim, vias que não têm nada a ver com o problema causado e aí é que acontecem os maiores desastres.

3.    Tenha uma conversa com os músicos para terem paciência, pois você precisará que eles toquem um instrumental pelo menos uma vez para que você possa alinhar primeiro o P.A. Isto é muito importante para ter ganho, porque quando você inicia com os monitores vai abrir primeiro o auxiliar antes de realmente ajustar o nível de entrada (Gain).

4.    Você pode dobrar o canal da voz para fazer a equalização sem interferir no P.A. Um canal é direcionado só para o P.A., o outro só para as vias da frente como reforço, com a equalização que o músico está acostumado. Para dobrar o canal você pode sair por um direct out da console, ou um insert return, e retornar por um line in da console.

5.    Isto sendo feito, sempre dê prioridade para o P.A. e sua mixagem. Depois acerte com os músicos, pois aí é só nível de volume, timbre vai ser pouca coisa.

6.    Deixe sempre a voz por último pois pra encaixar ela é fácil, nas vias da frente tire no gráfico tudo que for abaixo de 200Hz gradativamente, de três em três decibéis.

Espero que este artigo seja de bom uso e que gostem das dicas.

 

Um abraço,

 

Gilvan Taveira
gilvantaveira@isbt.com.br

 

http://www.audionasigrejas.org/dirigir-do-porta-malas/

 

Técnica para Alinhamento de PA Full-Range com Corte Passivo

 

Quantos de vocês já tiveram dificuldade de alinhar um P.A. porque este não tinha um corte ativo (crossover) dividindo as vias?

Embora com o corte passivo se economize em amplificadores, com ele também se perde SPL e os componentes (falantes e drivers) ficam a mercê de um corte fixo sem distinção de ambientes que casualmente precisariam de mais volume nos drivers de outros que precisariam de mais volume nos falantes. Ao ar livre você precisará muito mais dos falantes do que dos drivers em si, pois os drivers são direcionais e se propagam só para frente, tendo assim um “tiro longo”, superando os graves em distância e forçando um volume maior nas vias de médio-graves, graves e subs. Enquanto em locais fechado, normalmente com um pé-direito alto, você precisará muito menos destas freqüências baixas do que dos drivers, pois as freqüências baixas vão encher o ambiente com muito mais facilidade do que as altas; a não ser que a sala seja toda acarpetada, as freqüências da região de 300Hz para baixo são consideradas omnidirecionais, ou seja, que se propagam para todos os lados, tornando difícil a compensação somente com o gráfico.

Vamos ao que interessa. Primeiramente certifique-se de que o salão estará vazio (sem pessoas) antes de começar. Feito isso, posicione dois pedestais com dois microfones dinâmicos, com preferência para diagrama polar cardióide não direcional, p.ex. o SM 58 ou similar, em dois pontos distintos: um a frente do P.A. esquerdo, próximo ao centro do salão em comprimento e, o outro, na mesma posição só que em frente ao P.A. direito. No canal em que está plugado o microfone esquerdo coloque o equalizador esquerdo do P.A. em “flat”. Faça o mesmo com o equalizador da mesa e gire o PAN para a esquerda. Abra o ganho até “meio-dia” (sem VCA no canal) e vá abrindo o fader devagar até começar a sobrar. Identifique a freqüência e atenue em 3 db de cada vez. Continue aumentando o fader até a próxima sobra e faça isso até o fader chegar em 0 db, sem sobras neste lado. Por enquanto não mexa nas freqüências que ficaram “flat”. Faça a mesma coisa com o lado direito.

Feito isto, desplugue um dos microfones e coloque o outro no centro do salão, com o PAN centralizado. Faça novamente para este microfone o que foi feito com os dois anteriores. Se no primeiro instante não tiver sobra, vamos levantando as freqüências com o fader em 0 db, vendo quais estão arriscadas a sobrarem e deixando 3 db menos do que no momento que começarem a sobrar. Algumas ficarão onde estão. Outras, pela junção dos dois lados, se somarão e precisarão ser atenuadas. Outras ainda se cancelarão e precisarão de um reforço. Mas com esse procedimento a sonoridade será satisfatória e com maior nitidez, principalmente nas regiões que dizem respeito às freqüências baixas, que são o que incomodam em salões e templos sem tratamento adequado. Conte sua experiência de como ficou…

Obrigado e  um abraço,

 

Gilvan Taveira
gilvantaveira@isbt.com.br

http://www.audionasigrejas.org/tecnica-para-alinhamento-de-pa-full-range-com-corte-passivo/

 

Balanceamento de Sinais

 

Uma das perguntas mais constantes que ouço quando presto consultoria, ou ministro um treinamento, é a seguinte: O que é balanceamento e para que serve?

Dificilmente ouvi uma explicação sobre esse assunto que tenha sanado as dúvidas dos interessados. Ouvi respostas do tipo “se houver dois condutores e uma malha, o cabo é balanceado”, ou “balanceamento é um aterramento”, ou ainda “o sistema balanceado elimina todos os ruídos”.

Na verdade, a definição de balanceamento contém um pouco de cada uma dessas idéias e vai além. Infelizmente, não posso pretender que você entenda o conceito de balanceamento sem abordar o assunto com um enfoque apoiado na Eletrônica, uma vez que o balanceamento é um fenômeno genuinamente eletrônico. Mas não se preocupe muito, tentarei fazer isso da forma menos dolorosa possível.

 

O que é balanceamento?

A principal finalidade do balanceamento é o cancelamento, ou minimização de ruídos, de natureza eletromagnética, induzidos nos cabos do sistema de áudio.

O termo balanceamento se refere a uma técnica que aplica um sinal elétrico à entrada de um circuito eletrônico e obtém dois sinais simétricos em sua saída: sinais de mesma amplitude e freqüência, mas com fase invertida.

Leia o restante no link a seguir: http://www.audionasigrejas.org/balanceamento-de-sinais/

Socorro! O som está muito alto

 

Em muitas ocasiões, quando participamos de cultos nas nossas igrejas, ouvimos os irmãos dizerem o seguinte: “O som está muito alto!”. Não quero aqui discutir as razões pelas quais os níveis de intensidade sonora que adotamos em nossas reuniões são tão altos porque creio que já os conhecemos muito bem. Minha intenção em trazer esse assunto à baila é mostrar a você os prejuízos que essa prática tem trazido à nossa saúde e aos nossos relacionamentos.

O problema que envolve os altos níveis de pressão sonora (conhecido como volume), que a partir de agora chamarei de “SPL”, precisa ser analisada por dois pontos de vista: interno e externo. O ponto de vista interno está relacionado à saúde auditiva do povo que assiste em nossos templos enquanto o ponto de vista externo está ligado ao incômodo que levamos aos vizinhos de nossas igrejas. Vamos tratar das duas abordagens individualmente.

 

Altos SPL no interior dos templos

Já ouvi algumas pessoas dizendo que “se o barulho que é produzido dentro dos templos não incomodar aos vizinhos, não importa o que fazemos ali”. Devo discordar veementemente dessa postura. Nós, os operadores e técnicos de som, somos responsáveis pela saúde auditiva das pessoas que freqüentam nossas igrejas.

Há inúmeros estudos científicos que comprovam os prejuízos à saúde causados por exposição continuada a altos SPL. Um desses prejuízos é a Perda Auditiva Induzida por Ruído, conhecida como PAIR, que é irreversível.

 

A PAIR manifesta-se, primeiramente, com a perda de sensibilidade para as freqüências de 3, 4 e 6 kHz, região onde está concentrada a inteligibilidade da fala. Perdas auditivas nessa faixa de freqüência certamente causarão prejuízos à comunicação. À medida que a PAIR se aprofunda, perdas nas freqüências de 500 Hz, 1, 2 e 8 kHz são percebidas.

A submissão contínua a altos níveis de ruído tem reflexos em todo organismo e não somente no aparelho auditivo. Ruídos intensos e permanentes podem causar vários distúrbios, alterando significativamente o humor e a capacidade de concentração (efeitos psicológicos), além de provocar interferências no metabolismo de todo o corpo (efeitos fisiológicos). Observe, na Tabela 1, alguns desses efeitos.

 

Efeitos Psicológicos

Efeitos Fisiológicos

Perda de concentração

Perda auditiva até a surdez permanente

Perda dos reflexos

Dores de cabeça

Irritação permanente

Fadiga

Insegurança quanto à eficiência de seus atos

Loucura

Embaraço nas conversações

Distúrbios cardiovasculares

Perda da inteligibilidade das palavras

Distúrbios hormonais

Impotência sexual

Gastrite

Disfunção digestiva

Alergias

Aumento da freqüência cardíaca

Contração dos vasos sangüíneos

Tabela 1 – Efeitos Psicológicos e Fisiológicos da Exposição a Altos SPL

 

Esses efeitos causam também a dispersão dos ouvintes que, incomodados com a aspereza da sonorização, afastam-se da adoração genuína e da compreensão da Palavra pregada.

 

Outros estudos estabeleceram os limites diários para exposição a altos níveis de ruído, conforme demonstrados na Tabela 2.

 

Nível de Ruído em dB(A)

Tempo de Exposição Diária

85

8 horas

90

4 horas

95

2 horas

100

1 hora

105

30 minutos

110

15 minutos

115

7 minutos

Tabela 2 – Limites para Exposição Diária a Altos SPL

 

Sempre que possível, devemos usar protetores auditivos quando expostos a SPL acima de 85 dB(A) e evitar exposições a valores acima de 100 dB(A). Para que você tenha uma idéia ao que estamos submetendo nossos irmãos, observei por meio de medições utilizando um decibelímetro (medidor de intensidade sonora), que na maioria de nossas igrejas são atingidos SPL entre 95 e 110 dB(A) durante os momentos de louvor.

Altos SPL no exterior dos templos

Outra preocupação que devemos ter, e não menos importante, é com o bem-estar dos vizinhos das nossas igrejas. Em muitos casos, eles são afastados da Palavra pelo mau comportamento que adotamos ao utilizar volumes extremamente altos em nossas programações, ignorando o incômodo que lhes causamos.

Havia uma determinada igreja vizinha à minha casa que não sabia por que razão as pessoas que moravam em seu entorno não freqüentavam suas programações. Certa vez eu estava em meu quarto preparando uma aula quando o culto naquela igreja começou. O barulho era tanto que resolvi realizar uma medição com meu decibelímetro. Para minha surpresa medi, dentro do meu quarto, 105 dB(A). Gostaria de ressaltar que minha casa ficava do outro lado da rua (distante cerca de 20 metros) e a parede da igreja que estava de frente para mim não possuía janelas. Agora imagine: se dentro da minha casa, do outro lado da rua, o nível de barulho atingiu 105 dB(A), qual não era seu valor no interior do salão?

Esse exemplo serve para demonstrar como o barulho pode afastar aqueles que queremos alcançar. “Bom…”, você me dirá: “Paulo incomodava as pessoas por onde passava. Importa que obedeçamos a Deus e não aos homens”. Muito bem, o texto bíblico em Atos 16:20 realmente afirma isso, mas nesse caso, o que incomodava não era o barulho, mas a Palavra de Deus. Quando a Palavra incomoda, as pessoas são atraídas; quando é o barulho que incomoda, elas se afastam.

 

A maioria das cidades tem legislação que disciplina o controle de emissão de ruídos. Aquelas que não possuem esse tipo de lei específica se apóiam em legislação federal que trata do assunto. Há uma resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), Resolução nº 01/98, que determina a utilização, como referência, das normas da ABNT 10.151 e 10.152 para a elaboração de leis de controle de ruídos.

Procure conhecer essas leis e normas. As leis, em geral, estão disponíveis para download nos sites de Internet das prefeituras e as normas da ABNT podem ser adquiridas diretamente naquele órgão. Faz parte de sua função, como responsável pela sonorização de sua igreja, conhecer as leis que regem sua atividade para que, dessa forma, você possa demonstrar respeito e interesse pelo bem-estar dos seus vizinhos.

 

Para terminar…

… gostaria que você analisasse bem essas informações e tomasse atitudes construtivas em relação a esses problemas. Há profissionais que podem ajudar na medição dos SPL praticados por sua igreja dentro e fora de suas paredes. Procure-os para melhorar as condições de conforto daqueles que freqüentam seus cultos e não incomodar aqueles que residem próximo a vocês. Independentemente disso, você certamente pode baixar um pouco mais o nível de SPL atirado sobre seus ouvintes e vizinhos.

Abraços silenciosos.

 

David Fernandes
Tecnólogo de Telecomunicações
Membro da Audio Engineering Society (AES)
Membro da Associação Brasileira de Profissionais de Áudio (ABPÁudio)
audiocon.mail@uol.com.br

 

http://www.audionasigrejas.org/socorro-o-som-esta-muito-alto/

 


Caixas Ativas ou Passivas?

 

A escolha das caixas acústicas é algo um pouco mais complexo. É preciso verificar se as caixas atendem às suas necessidades de cobertura sônica. A cobertura sônica depende fundamentalmente de dois parâmetros: ângulos de dispersão (horizontal e vertical) e sensibilidade. Em geral, os fabricantes de caixas mais baratas não oferecem quaisquer informações sobre o produto além de potência e impedância. Tente conseguir um teste das caixas no templo e veja como se comportam. Mas não esqueça de tentar obter essas informações com o vendedor, ou fabricante, se já não estiverem disponíveis. Sobre caixas ativas e passivas, acho as ativas, de longe, uma melhor opção. As vantagens são muitas:
a) você pode mandar o sinal mixado por meio do multicabo, economizando na compra de cabos para caixas;

b) praticamente elimina o problema de baixo fator de amortecimento, que é função da impedância. As resistências dos cabos se somam às impedâncias das caixas, diminuindo o fator de amortecimento, degradando o desempenho dos amplificadores. Como nas caixas ativas, os cabos são eliminados, o fator de amortecimento do amplificador embutido na caixa não sofre alteração;

c) ocupam menos espaço e facilitam o transporte.

A principal desvantagem é o preço mais salgado.

(David Fernandes, na lista somigrejas)

 

http://www.audionasigrejas.org/caixas-ativas-ou-passivas/